Para cozinhar com sucesso, existem alguns instrumentos que são fundamentais. Alguns têm a função de facilitar o nosso trabalho, aumentando a sua rapidez e diminuindo as possíveis dificuldades. Já outros, abrem-nos um leque de possibilidades em relação àquilo que podemos criar a partir dos alimentos.
Assim, foi com isto em mente, que decidi elaborar esta lista, que reúne os utensílios que fazem parte da minha cozinha, começando nos chamados “básicos”, passando pelos essenciais e terminando nos opcionais.
No entanto, antes de passarmos ao inventário, quero apenas frisar que estes são os materiais que funcionam bem comigo. Apesar de aqueles que vão ser referidos nas duas primeiras categorias serem bastante úteis, não precisam de se sentir pressionados a adquirir nenhum. Muito menos no caso dos facultativos, que são exatamente isso: um “extra”. Vendo bem, eu sou uma pessoa que adora cozinhar e tenho dificuldade em resistir-lhes (quase como alguém apaixonado por moda a comprar roupa eheheh), o que não significa que sejam obrigatórios.
Os elementares
Embora parta do princípio de que todos os elementos que vou referir neste grupo já tenham um lugar em vossa casa, considerei importante incluí-los na mesma, a fim de que não restem quaisquer dúvidas.
Para mim, uma cozinha equipada deve ser portadora dos seguintes aparelhos: um forno e respetivo tabuleiro, um fogão (preferencialmente, com exaustor), um frigorífico, um congelador, um jogo de talheres (também denominado faqueiro), um grupo de pratos e outro de copos, uma coleção de tachos (um pequeno, dois médios e um grande), duas frigideiras (ou sertãs) antiaderentes (uma de tamanho médio e outra de tamanho pequeno), um conjunto de facas (uma faca de chef ou de cozinha, uma faca serrilhada e uma faca pequena para fruta e vegetais), uma ou duas tábuas de corte, duas colheres de pau, um micro-ondas, uma torradeira, uma chaleira elétrica e várias caixas ou recipientes de vidro que permitam guardar os alimentos, tanto crus como já confecionados (os chamados “tupperwares”).

Os essenciais
Seguidamente, voltemos a nossa atenção para aqueles utensílios que, mesmo não sendo completamente indispensáveis, trazem inúmeros benefícios e me ajudam muito não só na preparação mas também na confeção de uma receita.
Assim sendo, são eles: uma varinha mágica, um processador de alimentos, um liquidificador, uma picadora (1-2-3), as chávenas e colheres medidoras ou uma balança e um medidor de volume (se quiserem saber o que são, como os utilizar e quais escolher, vejam a página Medidas que utilizo), uma panela de pressão, duas assadeiras (uma de dimensões médias e outra pequena), algumas formas de bolos (uma média e redonda e uma de bolo inglês – isto é, retangular), de queques (recomendo as de silicone e que deem para cerca de 18 queques) e de tarte (uma média), um salazar, uma tesoura, uma batedeira elétrica, um espremedor de citrinos, um ralador, dois coadores de rede fina (um médio e um pequeno), papel vegetal e papel de alumínio, uma escova para lavar vegetais (por exemplo, aquelas castanhas de fibra de coco), um afiador de facas (de modo a que estas se mantenham funcionais) e frascos de vidro para conservar os alimentos na despensa (principalmente, os comprados a granel).
Nesta secção, é relevante ainda referir que alguns dos materiais referidos podem desempenhar a função de outros, ainda que com algumas desvantagens. Contudo, estas não são muito significativas. Por exemplo, se tencionarmos preparar uma manteiga de amendoim caseira, conseguimos utilizar uma picadora em substituição de um processador de alimentos. O resultado será o mesmo em termos de sabor e de textura. No entanto, o processo requer a nossa atenção e ação constante e a quantidade de frutos gordos que utilizarmos terá de ser, naturalmente, menor para que caiba no recipiente da 1-2-3. Da mesma maneira, em determinadas situações, uma faca pode fazer o papel de tesoura, um processador de alimentos, de varinha mágica e uma picadora, de ralador, entre outros.

Os opcionais
Finalmente, vou referir o equipamento que utilizo com menos frequência, mas que, de vez em quando, lá me dá uma mãozinha.
Desta forma, temos uma mandolina (perfeita para descomplicar a ação de cortar vegetais), um espiralizador (com o objetivo de fazer “esparguete” de vegetais, como curgete e cenoura), um funil, duas bacias ou taças grandes (no sentido de se reservarem alimentos já cortados e preparados ou baterem os ingredientes de uma massa de bolo, a título ilustrativo), uma pinça de silicone e um pincel feito do mesmo material, um rolo da massa, uma grelha de arrefecimento (adequada a bolos, queques e panquecas), uma frigideira antiaderente com grelhador (de modo a obtermos o efeito de “riscas” nos nossos cozinhados), uma máquina de pão (a qual é um grande investimento, mas que, no meu ângulo de visão, vale inteiramente a pena para quem gosta de pão caseiro – podemos controlar os ingredientes e fazer combinações de cereais originais; além do mais, o pão é extremamente saboroso) e um grelhador antiaderente grande e liso (com destino à preparação simultânea de uma maior quantidade de comida).

Para terminar…
Com isto, chegámos ao fim do catálogo da minha querida cozinha.
Qualquer dúvida, não hesitem em perguntar. Podem utilizar a secção de comentários que se encontra mais abaixo nesta página, enviar um e-mail para [email protected] ou, ainda, contactar-me através das redes socias Instagram e Facebook. Tenho todo o gosto em ajudar-vos e estou aqui para isso :)
Olá boa noite fico admirada de ver uma menina tão jovem e com tanto gosto pela cozinha vegetariana .Eu só á 5 anos é que me dedico ao vegetariano , tenho 60 anos e ainda tenho muito que aprender .E pena que aqui no norte não existe escolas .já fiz alguns workshop mas fica muito caro .Boa Sorte beijinhos ?
Olá, Idalina!
Muito obrigada pelas suas palavras.
Espero que o Meaningful Flavours a ajude a aprender mais sobre a culinária vegetariana :)
E, talvez um dia, haja uma escola no Norte, quem sabe.
Beijinhos,
Francisca